terça-feira, 6 de maio de 2014

POESIA

A Viajante e a Lua

Vai, querida Viajante,
Segue teu caminho,
Não encontrarás meu rosto triste
Pelas veredas
Ou pelos velhos novos caminhos
Da tua Filosofia
Ou pelos desertos incertos da vida,
Encontrar-me-ás nos versos sozinhos 
da minha poesia.
Ouvirás na voz do vento
Por todo constante momento
A tristeza do adeus
E a batida do meu coração ouvirás
acompanhando os passos teus.
Vai, querida Viajante,
segue teu caminho,
Encontrarás na mágoa das infindas horas 
A minha grande mágoa 
Desesperada
Por tardes curtas
De terças e sextas de outros outroras.
Vai, querida Viajante
Segue teu caminho
Eu te observo de longe
Como a terra observada pela lua,
Versifico minha saudade
Na vontade de todo instante
Reconstruirei, eternamente, nossos mágicos encontros
Várias, eternas vezes, incessantes
Como a Lua eternamente te encontrará,
Minha querida Viajante
(Luiz Cláudio da Glória)

Os amores se sublimam, as horas passam, os homens caem, a poesia fica.                                                                                                        (Emílio Moura)

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